A Península de Setúbal é um território com 1.625 Km2, constituído por diversos centros urbanos, designadamente, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete, Setúbal e Pinhal Novo e por uma coroa periurbana que engloba extensas áreas habitacionais de baixa densidade, estando enquadrada por diversas áreas naturais classificadas: a Norte pelo Estuário do Tejo, a Sul pelo Estuário do Sado e pela Serra da Arrábida, a Oeste pela Lagoa de Albufeira e pela Área de Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica e a Este por diversos Corredores Ecológicos que unem Canha à Marateca, estendendo-se na direção de Sesimbra.

O acesso à Península de Setúbal é possível através de várias infraestruturas de transporte. A ligação com a Grande Lisboa, pode ser efetuada através de vias rodoviárias (Ponte 25 de Abril e autoestrada A2, Ponte Vasco da Gama e autoestrada A12, estrada nacional N10), pelas ligações fluviais (essencialmente de passageiros) que atravessam o Tejo e por via ferroviária (Lisboa-Setúbal). Para ligação ao Alentejo, para além das autoestradas A2 e A4 (esta com ligação a Espanha) e da ligação fluvial no Sado, existe a via ferroviária do sul.

A população residente na Península de Setúbal, em 2013 era de cerca de 781.000 habitantes.

O clima da região apresenta características mediterrâneas, com uma clara influência atlântica, sendo caracterizada por possuir um clima sub-húmido e temperado com um Verão quente e seco e um Inverno pouco frio e chuvoso.

Na globalidade, o património natural da Península de Setúbal em termos geológicos, florísticos e faunísticos está contido em 15 áreas classificadas segundo critérios regionais, nacionais e internacionais de conservação.

Do ponto de vista dos solos a Península de Setúbal é caracterizada, essencialmente por dois tipos, designadamente, por terrenos com domínio dos sedimentos de carácter arenoso e de solos ácidos nas zonas planas, que justificam o domínio de sobreirais e que são favoráveis à vitivinicultura, horticultura intensiva e de regadio e do tipo argilocalcário nas zonas de maior relevo, mais ricos em elementos nutritivos, favoráveis à pastorícia, viticultura e para diversa vegetação arbórea.

De referir, também, os recursos naturais proporcionados pela orla da costa marítima atlântica e pelos estuários do Sado e Tejo, quer ao nível da biodiversidade, quer ao nível da pesca que tem uma enorme importância na região e que é caracterizada por ter um pescado de qualidade onde são capturadas diversas espécies de peixe, bivalves e marisco.

Do ponto de vista da flora e vegetação, a Península de Setúbal, incluindo a Serra da Arrábida e o Estuário do Sado incluem um conjunto de elementos naturais de elevada importância para proteção e conservação, a que se associa a vertente paisagista e a qualidade das águas balneares costeiras e de transição/estuarinas.

A riqueza patrimonial da Península de Setúbal revela-se quer ao nível do património material, composto por bens culturais com diversos imóveis, monumentos e sítios de interesse público, municipal e nacional, quer ao nível do património cultural imaterial (expressões culturais, saberes, modos de fazer, formas de expressão, celebrações,danças populares, lendas, músicas e outras tradições), muitas das quais manifestadas através das feiras, festas, círios e romarias que ocorrem um pouco por todos os concelhos, onde são promovidos os produtos e artesanato locais.

A região é ainda muito rica no que concerne à oferta gastronómica e enológica, ocorrendo vários festivais gastronómicos, onde se promovem produtos regionais, nomeadamente queijo, vinhos, pescado e doçaria tradicional.