No processo de construção da Estratégia de Desenvolvimento Local da Península de Setúbal 2014-2020 foram envolvidas mais de 300 entidades locais e regionais representativas dos interesses económicos, ambientais, sociais e culturais, com destaque para autarquias locais, institutos públicos, cooperativas, empresas e associações.

O processo de conceção da estratégia teve início em fevereiro de 2014, com uma apresentação pública na Biblioteca Municipal de Palmela, que contou com cerca de uma centena de participantes, representando diversas entidades públicas e privadas, entre institutos públicos, autarquias, empresas e terceiro sector. Ainda nesta sessão foi proposta a metodologia associada aos trabalhos de conceção da EDL, com a explicação das várias fases do processo, locais e datas previstas para a realização das iniciativas.

Seguiu-se um conjunto de ateliers de diagnóstico, realizados entre março e abril de 2014.

Estes ateliers realizaram-se de forma descentralizada e foram organizados pela ADREPES em parceria com o município anfitrião. Os participantes nos ateliers foram convidados pela ADREPES, em função da relevância da sua atividade para o setor a ser diagnosticado. 

     

Em maio de 2014, teve lugar no Instituto Politécnico de Setúbal um atelier prospetivo com o objetivo de recolher contributos dos atores locais para a EDL da Península de Setúbal 2014-2020.

Foram convidados para este atelier todos os atores locais que haviam participado nos ateliers de diagnóstico e outros considerados relevantes para a construção da estratégia.

Entre Abril e Dezembro do mesmo ano foram também realizadas entrevistas a atores chave, de modo a enriquecer o diagnóstico e recolher propostas de ações estratégicas. 

A Direção e a Equipa Técnica da ADREPES reuniram entre maio e junho de 2014, com os presidentes de câmara e executivos dos 9 municípios da Península de Setúbal com o intuito de apresentar uma primeira proposta de parceria, território de intervenção e versão preliminar da EDL.

O trabalho de auscultação dos atores locais anteriormente descrito culminou com um seminário público de apresentação dos objetivos estratégicos da EDL que se realizou em Sesimbra e que contou com quase 300 participantes.

 

Foi nessa altura definido o objetivo estratégico 

Contribuir para o desenvolvimento rural, costeiro e social, tendo por base uma intervenção local participada e gerida pela comunidade, de acordo com os princípios LEADER, num território peri urbano, com assimetrias sociais, de grande diversidade paisagística e riqueza cultural.

 

No final de 2014, foi efetuada uma segunda ronda de reuniões com os presidentes dos municípios que manifestaram intenção de integrar a parceria do DLBC encerrando as negociações relativamente a território, parceria e objetivos.

Na sequência do trabalho de envolvimento dos atores e das comunidades locais na construção da EDL, realizaram-se entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 reuniões, com intuito de convidar para integrar a parceria do DLBC, todas as entidades relevantes. Nestas reuniões foram apresentados o território de intervenção, as áreas de intervenção e o modelo organizacional vertidos no Protocolo de Cooperação e Parceria.

Decorrentes destas reuniões foram formalmente constituídas a parceria dos GAL ADREPES Rural, ADREPES Costeiro e ADREPES Urbano, no dia 6 de fevereiro de 2015.

  

Os territórios de intervenção e as parcerias dos diferentes DLBC foram formalmente aprovados em maio de 2015.

Em julho de 2015 são eleitos os órgãos das parcerias dos DLBC Rural, Costeiro e Urbano para o triénio 2015-2017 e são aprovadas pelos parceiros as respectivas Estratégias de Desenvolvimento Local (EDL) para a Península de Setúbal.

A ADREPES é também eleita pelos parceiros de cada um dos DLBC para presidir aos Órgãos de Gestão e será indicada como Entidade Gestora de todas as parcerias. 

 

Ainda em julho de 2015 a EDL é submetida à 2ª fase - Seleção das Estratégias de Desenvolvimento Local (EDL) e reconhecimento dos Grupos de Ação Local (GAL).